sábado, 12 de dezembro de 2009

eu era uma criança tagarela, lembro-me que sempre sentávamos a mesa na hora das refeições, eu sempre tinha uma “historinha” para contar e ouvia com...




DISCIPLINA: AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM
PROF. MS. VICENTE MARTINS (UVA)
ALUNA: MARIA DE FÁTIMA SAMPAIO TELES

(MARCO)

CONQUISTA DIFÍCIL


Até meus cinco anos de idade vivi com meu pai, minha mãe e meus seis irmãos e guardo preciosas lembranças daquele tempo. Aos dez de novembro de 1977, numa noite traiçoeira às 3:30m minha mãe falecerá de um ataque cardíaco e a partir desse dia minha vida tomou outro rumo. Na missa de sétimo dia da minha saudosa mãe, conhecia minha nova família, onde era composta da seguinte forma: no lugar da minha mãe; uma irmã por parte de pai, a qual já havia visto algumas vezes, no lugar do meu pai; um cunhado que eu não conhecia e que era muito estressado. Foi muito difícil para mim, pois eu era uma criança tagarela, lembro-me que sempre sentávamos a mesa na hora das refeições, eu sempre tinha uma “historinha” para contar e ouvia com frequência meu cunhado dizer ”cala a boca”, e com aquilo eu fui construindo um mundo só meu, onde eu falava comigo mesma de frente ao espelho, deitava no chão de uma área que tinha na casa onde morávamos e conversava com as nuvens e nesse meu “mundinho” fechado eu fui calando na presença das pessoas. Aos sete anos de idade iniciei minha vida escolar, a qual não posso contar vantagens, pois a mesma só veio complicar cada vez mais minha vida; sentia dificuldade em mim socializar com os coleguinhas, não consegui aprender, era frustante. Já com oito anos de idade, eu ainda não sabia ler uma palavra e recordo-me de alguns momentos em que minha irmã ao me ensinar, usando o método de soletrar, não sei o porquê, mas toda palavra que ela soletrava para mim, eu respondia Milton, como por exemplo a palavra bola, ela dizia: b/o bo l/a la eu respondia : Milton. A repressão era instantânea e em algumas vezes até “cocorote” eu levava. O gosto pela escola veio somente na 5ª série, foi quando conhece uma professora inesquecível; a D. Zeli, foi nela que encontrei apoio e foi ela que fez com que eu recuperasse a minha auto-estima, e passei a ter coragem de falar e ler em público. Ela me delegava responsabilidades na sala e com isso fui conquistando o respeito dos meus colegas.

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