quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A vida em sua instâncias, é algo fantástico, fabuloso, é quando um ser brota fruto de um amor ou até mesmo fruto de uma inesperiência





A vida em sua instâncias, é algo fantástico, fabuloso, é quando um ser brota fruto de um amor ou até mesmo fruto de uma inesperiência.E refletindo sobre a vida, vem as lembranças da fase mais importante e até determinante dela, a infância, que muitos dizem que é nessa fase que a personalidade do ser humano é determinada.E é nestas instâncias que venho aqui relatar algumas lembranças de minha infância:
-Lembro-me da casa que morei, uma casa na fazenda no sertão que tinha alpendres e que eu adorava mim balançar e todas as pessoas que lá chegava eu mandava mim balançar e calçava os chinelos das pessoas e para mim aquilo era muito gratificante, meu pai sempre brigava e batia em mim, porém nada adiantava.Palavras faladas(balança, chinelo, um pouco, eu quero).
-Adorava passear na casa de minha única tia paterna para brincar com meus 4 primos que foram meus únicos amigos de infância.Palavras(passear, titia, Raimundo, brincar).
-Sempre adorei morar onde morei, lá tinha paz, diversão nos rios, riachos e o gosto pela a vida no campo. Viver lá para mim foi e sempre será uma coisa mágica.Palavras(oba, vamos, rio).
-Durante noites de lua íamos passear (eu, meu pai, mamãe) nas casas dos vizinhos aquilo era ótimo.Palavras(lua, brincar, pega).
-Mais tarde ganhei uma irmãzinha, no início, senti muita rejeição a ela pois sentia muito ciúmes.Mais adiante, brincava de bonecas com ela e até dizia que ela era a minha filhinha e meu adorável pai construiu uma casinha de madeira e palha para nós brincarmos, tínhamos momentos lindos.Palavras(mamãe, fia, dar gagau, fazer as coisas).
-A noitinha dormínhamos às 19 horas, logo após terminar o programa de rádio “varandão da fazenda”, ouvimos música nordestinas e notícias deitados em redes no alpendre sentindo aquele vento suave e a brisa da água do açude.Palavras(música, foi ao pote beber água).
-Senti muito medo de alma, ladrão e disco voador por volta dos meus 4 ou 5 anos.Palavras(alma, medo, monstro, ladrão, puchicão, babia).
-Aos domingos, meu pai matava uma ovelha e chamava os vizinhos mais carentes para comermos juntos. Lembro-me de uma mulher que foi acolhida em minha casa porque não tinha comida e nem emprego, era muito doente e para mim se tornou da família.Palavras(dedita, tatá).
-Meus parentes (tios e primos) eram bem em termo financeiro e eu mim deixei sofrer preconceito porque eu era pobre e do sertão e para mim naquele momento criou-se um sentimento de inferioridade uma barreira que mim impedia de sair de casa e principalmente se fosse para casa de alguém da família, era algo mais forte do que eu e não conseguia por mais que tentasse sair de casa, esta foi uma fase muito ruim de minha infância que guardo sequelas até hoje.Palavras(não, meu Deus, eu volto, me perdoa, deixa).
-Como morava no interior, em uma fazenda a 7 km de Jaibaras – Sobral, fui matriculada em uma escola isolada (que funcionava em uma casa e funcionava em uma casa isolada) isso ocorreu aos meus 5 anos de idade.Este momento foi muito difícil, pois meu eu de forma inesplicada sentia uma grande rejeição ao estudo, sentia medo, pavor e ao mesmo tempo sentia grande vontade para aprender e custa de muito esforço de minha mãe e passado 4 anos consegui mim alfabetizar e foi o tempo que foi construída uma escola chamada Escola Manoel Hilário Linhares, que tinha até a 4ª série. Fiz um teste e ingrecei na 3ª série e conclui assim o fundamental I. Palavras (alfabetizar, conseguir, apé, sozinha)
-Aos meus 6 anos era bastante tímida ao ponto de não falar com ninguém se não fosse conhecida e só sairia se fosse com minha mãe.Palavras(amigo, ninguém, a loura).
Estas são as minhas lembranças mais marcantes e que lembro delas com se estivesse acontecendo agora.


UVA – PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
Centro de Letras e Artes – Coordenação do Curso de Letras
Programa de segunda licenciatura em Letras – Habilitação em língua portuguesa (MEC-PAFOR)
Disciplina: Aquisição da linguagem
Carga horária: 60/horas aula
Professor Ms:Vicente Martins
Aluna: Cristiane Ribeiro Menezes

SOBRAL - CE


sábado, 12 de dezembro de 2009

"Segundo minha mãe comecei a falar com nove meses que foi papa (Papai) ele ficou muito orgulhoso, pois me queria muito bem, sempre chegava..."




Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA
Disciplina: Aquisição da Linguagem
Professor : Vicente Martins

Memorial

Aluna:Maria Valquiria

Letras com habilitação em Portug

Turma 2009.1

Novembro
2009

Memorial

Lembrar episódios que envolvem palavras quando eu ainda tinha de 3 a 6 anos.

Nasci em 14 de Janeiro de 1996, era madrugada, foi um parto muito difícil pois quando relatou minha mãe Rita de Cássia nasci em casa com uma parteira pois na época ela morava em uma fazenda e era muito difícil transporte, então não teve como chegar até a maternidade de Santana cidade mais próxima .
Como fui a terceira filha do casal mais a primeira filha do sexo feminino todos me paparicavam bastante era rodeada de carinho dos avos maternos pois era muito alva e loira. Era uma menina muito chorona, segundo minha mãe, não mamava muito e chorava bastante a noite, tomei mamadeira até os três anos.
Ainda pequena, meus pais foram embora para a cidade de Parnaíba no Piauí onde fui batizada na igreja Nossa Senhora da Graça. (sé), Meus padrinhos foram de Paraíba aos quais nunca os conheci, pois antes que eu crescesse meus pais voltaram e nunca mais encontram –se novamente.
Eles Retornaram á mesma fazenda onde nasci onde lá morei até 14 anos, comecei meus estudos aos 5 anos de idade em uma escolinha na zona rural onde estudei com apenas uma professora até o 5º ano. Depois não tendo mais estudo na zona rural tive que ir morar na cidade (Santana) para continuar meus estudos. Sempre fui uma aluna muito dedicada, minha mãe era professora e eu sempre a imitava em minhas brincadeiras. Segundo minha mãe comecei a falar com nove meses que foi papa (Papai) ele ficou muito orgulhoso, pois me queria muito bem, sempre chegava do trabalho á noite ficava brincando comigo depois veio mama (Mamãe) bó (Vovó) bô (Vovô) titi (Titia) e não parei mais comecei a falar várias outras palavras como shaponete (Sabonete) como morava em fazenda e haviam muitos pássaros, chamava cabeça de mercúrio (Campina), uubu (Urubu) e todos achavam muito engraçado, certa vez minha mãe levou-me a uma missa na capela que havia no povoado próximo e lá tinha um homem vendendo palma, que na época era chamado por eles de broa. Então eu comecei a pedir buá, minha mãe não entendia nada e eu comecei a chorar e fiquei deitada no chão bem na porta principal aos berros e o padre parou a missa e pediu que tirasse aquela menina para que pudesse continuar a missa.
Ela ficou com muita vergonha, levou-me para casa e deu-me umas boas palmadas, mais não parou por ai, quando alguém dizia algo que eu não gostava eu dizia vão palar abando (Saiam todos daqui), depois comecei a chamar meu irmão mais velho de Didi, seu nome é Marcelo, mas até hoje todos chamam de Didi, e ele parece gostar.
E Assim cresci, tornando-me uma adolescente muito responsável. Estudava e cuidava dos meus irmãos mais novos pois sempre gostei e gosto muito de crianças. Logo ao terminar o antigo normal comecei logo a trabalhar, pois me saí muito bem nos estágios e o diretor da escola quis que eu ficasse lecionando na mesa escola onde havia concluído o curso. Depois fiz pedagogia e o carinho que tinha pelas crianças só fez aumentar mais ainda e por isso até agora leciono em sala de 1° ano que são crianças de 5 e 6 anos.E é uma experiência muito gratificante pois as crianças são muito sinceras no que dizem e fazem e elas têm um carinho muito grande com os professores e isso é muito especial.por isso adorei a disciplina porque estuda a linguagem da criança.

"Segundo minha mãe minha primeira palavra foi com oito meses de idade que foi papai, ele ficou muito feliz pois tinha um carinho muito grande por mim"

Disciplina: Aquisição de Linguagem
Professor: Vicente Martins
Aluna: Maria Iraneide Braga


MEMORIAL DE INFÂNCIA


Nasci em 30 de julho de 1976. Já era manhã quando nasceu uma linda menina chamada Iraneide, relata minha mãe. Foi um parto bem sucedido. Nasci na Maternidade Nossa Senhora Sant’Ana.
Por ter sido a primeira filha depois de dois homens era rodeada de carinho por todos. Além do carinho da família era muito querida por duas vizinhas Dida ( Maria de Fátima) e Dedé (Maria José). Elas foram duas pessoas que ajudaram em minha formação.
Era uma menina chorona, segundo minha mãe, mesmo mamando bastante. Mamei até o primeiro aninho.
Ainda muito pequena fui batizada na Igreja Matriz de Santana do Acaraú, acompanhada de toda família e padrinhos.
Segundo minha mãe minha primeira palavra foi com oito meses de idade que foi papai, ele ficou muito feliz pois tinha um carinho muito grande por mim. Sempre quando chegava do trabalho saíamos para passear. Depois comecei a falar mama (mamãe), mãezinha (minha avó) e bô (vovô), Dida (Maria de Fátima) em memória e Dedé (Maria José) e não parei mais, comecei a repetir várias palavras interessantes. Todas minhas ações faziam todos sorrir.
Comecei meus estudos com 3 anos de idade. Sempre estudei em escola particular. Minha primeira professora foi a tia Ana, ela tinha um carinho muito grande por mim.
Mas um fato engraçado mesmo foi quando estava assistindo um desenho animado chamado bate e fera, chega uma mulher pedindo esmolas, eu falei que não tinha, só para não perder o desenho. Então meu irmão mais velho mandou ir olhar se tinha alguma coisa para dar a senhora, eu falei que já tinha ido mas não tinha nada. Era apenas mentira, eu não queria era perder o desenho. Meu irmão levantou-se devagarinho e quando menos esperei na melhor parte do desenho, do nada começou a chover farinha em minha cabeça, era meu irmão derramando farinha em minha cabeça e perguntando: Tem esmola não? E o que é isso? Os meus amigos que estavam assistindo comigo começaram a sorrir. Aprendi a nunca mais mentir para meu irmão. Ainda hoje ele comenta.
E assim que aconteceu um episódio em infância. Hoje sou uma pessoa compreensiva e muito simpática.

eu era uma criança tagarela, lembro-me que sempre sentávamos a mesa na hora das refeições, eu sempre tinha uma “historinha” para contar e ouvia com...




DISCIPLINA: AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM
PROF. MS. VICENTE MARTINS (UVA)
ALUNA: MARIA DE FÁTIMA SAMPAIO TELES

(MARCO)

CONQUISTA DIFÍCIL


Até meus cinco anos de idade vivi com meu pai, minha mãe e meus seis irmãos e guardo preciosas lembranças daquele tempo. Aos dez de novembro de 1977, numa noite traiçoeira às 3:30m minha mãe falecerá de um ataque cardíaco e a partir desse dia minha vida tomou outro rumo. Na missa de sétimo dia da minha saudosa mãe, conhecia minha nova família, onde era composta da seguinte forma: no lugar da minha mãe; uma irmã por parte de pai, a qual já havia visto algumas vezes, no lugar do meu pai; um cunhado que eu não conhecia e que era muito estressado. Foi muito difícil para mim, pois eu era uma criança tagarela, lembro-me que sempre sentávamos a mesa na hora das refeições, eu sempre tinha uma “historinha” para contar e ouvia com frequência meu cunhado dizer ”cala a boca”, e com aquilo eu fui construindo um mundo só meu, onde eu falava comigo mesma de frente ao espelho, deitava no chão de uma área que tinha na casa onde morávamos e conversava com as nuvens e nesse meu “mundinho” fechado eu fui calando na presença das pessoas. Aos sete anos de idade iniciei minha vida escolar, a qual não posso contar vantagens, pois a mesma só veio complicar cada vez mais minha vida; sentia dificuldade em mim socializar com os coleguinhas, não consegui aprender, era frustante. Já com oito anos de idade, eu ainda não sabia ler uma palavra e recordo-me de alguns momentos em que minha irmã ao me ensinar, usando o método de soletrar, não sei o porquê, mas toda palavra que ela soletrava para mim, eu respondia Milton, como por exemplo a palavra bola, ela dizia: b/o bo l/a la eu respondia : Milton. A repressão era instantânea e em algumas vezes até “cocorote” eu levava. O gosto pela escola veio somente na 5ª série, foi quando conhece uma professora inesquecível; a D. Zeli, foi nela que encontrei apoio e foi ela que fez com que eu recuperasse a minha auto-estima, e passei a ter coragem de falar e ler em público. Ela me delegava responsabilidades na sala e com isso fui conquistando o respeito dos meus colegas.

Minha mãe costuma dizer que mesmo já grandinha falava algumas palavras erradas e chamava minha irmãzinha de nenêndinha.


Disciplina: Aquisição da Linguagem
Professor: Vicente Martins
Produção de Memorial da Infância
Aluna: Janete Mesquita de Sousa

SOBRAL - CEARÁ
2009
Aos 4 anos de idade passei por uma experiência triste. Perdi uma irmã de um aninho. Não consigo lembrar o seu rostinho nem do que ao certo aconteceu, mas minha mãe costuma contar para amigos e familiares sempre que há oportunidade. Ainda hoje choro ao ouvir esta triste história. Minha mãe costuma dizer que mesmo já grandinha falava algumas palavras erradas e chamava minha irmãzinha de nenêndinha. Chorei durante muitos meses sempre pedindo para buscarem minha nenêndinha no teu. Ainda hoje me refiro a ela como nenêndinha.
Outro fato interessante era a forma como falava a palavra água. Pedia para beber cape e meu tio brincava dizendo que me daria após falar a palavra correta. Irritada chorava, mas mesmo diante de ameaças não conseguia. Depois de algum tempo minha mãe chegou a uma possível conclusão de que eu estava substituindo a palavra caneco por capé, e assim
, a substituía por água.

Segundo a mesma comecei a andar com 10 meses de idade e a falar as primeiras palavras a partir de um ano




DISCIPLINA:AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM
PROF.: VICENTE MARTINS
ALUNA: FRANCISCA ELIETE DE AGUIAR BRITO

MEMORIAL DA FALA NA MINHA INFÂNCIA

NOVEMBRO DE 2009
SOBRAL - CE
RECORDAÇÕES DA INFÂNCIA


Nasci em um interior do Município de Cariré chamado Meio-dia. Meus pais durante muito tempo moraram na zona rural. Somos quatro filhos. Três mulheres e um homem, sendo eu a terceira filha. Meus pais já são falecidos, portanto só quem pôde me repassar algumas informações sobre minha infância foi minha irmã mais velha que reside em Brasília.
Segundo a mesma comecei a andar com 10 meses de idade e a falar as primeiras palavras a partir de um ano. Sempre fui muito ativa. Procurava imitá-la em tudo principalmente na fala.
Como morávamos no interior, às vezes dizia que ia comer pim pim que era capim e algumas vezes fui pega mesma comendo capim. Era muito chorona. Por isso me chamavam de manteiga derretida.
Como a maioria das crianças, na fase inicial da fala trocava o r por l (parede, palede, cadeira, cadela, cururu, cululu). Com o convívio com pessoas do campo aos poucos adquiri algumas variações lingüísticas como: posta-porta, bassoura-vassoura, alcolva-quarto de dormir e outros. Com o tempo ao vir morar na cidade e começar a estudar fui substituindo essas variações por outras palavras mais adequadas.

Comecei a trabalhar muito cedo e quase não tinha tempo para estudar.


UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ – UVA

ALUNO (A): MARIA GENOVEVA DOS SANTOS
PROFESSOR: VICENTE MARTINS
Meruoca-(Ce), 28 de novembro de 2009.
MINHA INFÂNCIA

Sou Maria Genoveva Soares dos Santos, nasci em 1975, natural de Meruoca, casada mãe de três filhos, residente na localidade de Anil.
Minha mãe relata que a aminha infância não foi tão boa, devido ter sido uma criança muito doente. Passei a maior parte da minha infância no hospital, também sofri muito por falta de alimento, pois meus pais eram muitos pobres e não tinha condições de arranjar alimento suficiente para todos os seus filhos, pois éramos seis pessoas na família.
Minha infância foi muito sofrida. Com oito anos de idade, já tive que ajudar minha mãe a cuidar dos meus irmãos.
Comecei a trabalhar muito cedo e quase não tinha tempo para estudar. Certa vez eu sai de casa as escondidas para ir a escola, por que minha mãe não queria que eu fosse a aula naquele dia, pois ela precisava de sair para trabalhar e eu tinha que ficar com as crianças menores. Quando ela me procurou eu já tinha saído para a escola. Ela disse que ficou tão zangada que queria ir até a escola para mim buscar a força, mais meu pai não deixou. Quando cheguei em casa ela mim deu uma pisa tão grande que eu nunca esqueci.
Outro fato muito interessante que relata minha mãe, é que quando eu era criança eu me comportava como um menino macho. Pegava a enxada e ia mais meu pai para a roça, cuidava da casa e até buscava lenha para queimar.
Eu quase não tive infância, devido vários problemas que enfrentei quando criança. Mas hoje mim orgulho do que sou, pois lutei muito para chegar aonde cheguei.